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14

Set
2018

Pelo Mundo

Dra. Andréa Tamanine visita a China e abre oportunidade para a ITfetep

 

“No século 21, os investimentos chineses em pesquisa e desenvolvimento passaram de US$ 20 bilhões para US$ 200 bilhões – e continuam crescendo acima de dois dígitos a cada ano”. (SEGALLA, 2018, www.em.com.br). Entre números impressionantes como este, a China desponta como a segunda maior economia do mundo, com previsões de ser a primeira em 15 anos. Foi neste gigantesco complexo tecnológico que a professora Dra. Andréa Tamanine, assessora da Agência de Inovação da Univille – AGITTE, esteve concentrada durante o mês de agosto, participando na Science and Technology Park International Training Workshop, edição 2018, realizado nas cidades de Pequim e Nanning. O workshop foi uma oportunidade originada da primeira visita da pesquisadora à China, feita em março deste ano.

A professora Andréa foi a primeira sul-americana aceita para participar do workshop e pôde aprender com especialistas, inclusive criadores das políticas chinesas como o Sr. Zhang Jingan, muito sobre as razões do extraordinário crescimento da China como uma potência tecnológica mundial. Ela destaca que um indicador deste poder de transformação, em 30 anos, está nos 141 unicórnios chineses - startups tecnológicas que apresentam valor de mercado que supera US$ 1 bilhão -, diante dos 133 norte-americanos, 10 da Grã-Bretanha, nove da Índia, cinco da Alemanha, três da Coréia, três de Israel, dois da França, Canadá Suécia e um do Brasil, Rússia e Japão.

Nos estudos feitos, ficou claro para a pesquisadora que no timeline da reforma chinesa dos últimos 30 anos – constituída de fortes políticas nacionais, a Política de Desenvolvimento da Industrialização, em 1999 – constitui marco fundamental à criação das zonas experimentais de desenvolvimento da indústria de alta tecnologia, chamadas de High-tech Industrial Zones (HIDZ). Em Pequim, justamente as atividades do workshop foram concentradas na região do Zhongguancun High-tech Zone (Park Z), onde operam cerca de 18 mil empresas, incluindo mais de 1.500 empresas estrangeiras. O Park Z, o 1º e mais conhecido HigTech Park chinês, comemora 30 anos e é considerado o Vale do Silício Chinês, com 71 unicórnios.

Professora Andréa ainda destaca que aprender com os Tech Parks e Incubadoras de Negócios da China é aprender em um dos melhores ecossistemas do mundo para inovar atualmente. Argumenta sobre isso informando que, a China é a primeira do mundo nas áreas de incubação e número de empresas incubadas e empresas graduadas de incubadoras. A primeira incubadora tecnológica chinesa foi criada em 1987 e que, em 2017, passados os icônicos 30 anos de política e investimentos, a China já tem 3 mil incubadoras, com uma área total de incubação de 86 milhões de metros quadrados e com 78.955 empreendimentos incubados. O número de empresas graduadas é de 81.044 .

Entre os resultados deste trabalho, no dia 14 de agosto, foi assinado um acordo de cooperação entre o Inovaparq e o parque tecnológico de Nanning, no sul da China, que envolverá intercâmbio de pesquisadores, empresas, tecnologias e know-how. Nessa parceria, São Bento do Sul, através da parceria com a ITFETEP, também será beneficiada. Em novembro, Andréa voltará a China para outras atividades de pesquisa e busca de novas oportunidades para a região de São Bento do Sul.

 

Mediação em painel sobre Smart Cities

No ENIT 2018 – Encontro e Feira de Negócios, Inovação e Tecnologia, que acontece de 18 a 20 de setembro, na Promosul, além de participar do workshop com a presidente da Câmara de Intercâmbio Econômico e Comercial Brasil-China, Monica Fang, a Dra. Andréa Tamanine, da Univille, também media o painel sobre cidades inteligentes, no dia 20 de setembro, a partir das 19 horas. A participação é gratuita. Basta se inscrever no site www.enit.org.br

Andréa Tamanine é pós-doutora em Gestão de Parques Tecnológicos, bem como professora titular na Universidade da Região de Joinville, UNIVILLE. Atua nos cursos de Direito, Ciências Contábeis, Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica. 


Leciona Metodologia da Pesquisa Científica e Tecnológica, além de Inovação e Empreendedorismo. É professora colaboradora no Programa de Mestrado Profissional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (PROFNIT) - ponto focal UFSC. Desde 2006, desenvolve estudos e projetos na área de Propriedade Intelectual e Gestão da Inovação.